📓Capítulo 1
Os viajantes atravessaram o portal sentindo um calor suave envolver seus corpos, como se uma luz sagrada os guiasse. Ao darem o primeiro passo no novo mundo, foram cegados por um fulgor branco e dourado que emanava de toda a terra à sua frente. Era Elysius. O chão parecia esculpido em mármore vivo, reluzente como se tivesse acabado de ser polido pelos próprios deuses. Torres e templos se erguiam com uma grandiosidade inimaginável, adornados com estátuas divinas e inscrições em uma língua antiga, impossível de compreender por completo. Um vento leve carregava consigo uma fragrância de flores e incenso, e mesmo as sombras pareciam brilhar à sua maneira. À medida que avançavam, a população local, figuras etéreas de aparência nobre e imponente observava em silêncio, como se já esperassem por eles. No centro de uma grande praça, diante de um altar circular, repousava a Armadura Éter, exibida sobre um pedestal de ouro e quartzo. Seu branco resplandecente refletia a luz de Elysius com uma pureza quase insuportável aos olhos mortais, e cada detalhe em ouro reluzia como raios de sol. Era clara a sensação de que aquela armadura era mais do que um prêmio, era um chamado, um pacto com a própria essência dos deuses. Quando Kael se aproximou para tocá-la, um dos anciãos de Elysius murmurou algo quase inaudível, mas que gelou a espinha dos três guerreiros: "Esta é apenas a promessa… uma amostra do verdadeiro poder que ainda dorme além das estrelas" As palavras ficaram no ar, como um sopro enigmático, e naquele instante uma sombra tênue pareceu atravessar o céu claro, por um breve segundo. Os viajantes trocaram olhares incertos. O brilho ao redor da armadura cintilou de forma estranha, como se pressentisse algo ou… alguém. E então, nas profundezas de Elysius, um som longínquo ecoou, metálico, cadenciado, como se uma nova presença, mais dourada, mais incandescente e ainda mais impiedosa, já estivesse desperta… esperando pacientemente por sua vez.
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